Pequena introdução: estava eu sábado indo dormir, fazendo hora enquanto Marcelo foi tomar banho pra irmos dormir e entrei no twitter.
Vi um cara que eu sigo fazendo alguns comentários sobre a tal Marcha das Vadias.
Dizendo que usar roupas assim e pedir respeito são coisas meio incongruentes.
Confesso que eu não apóio a tal marcha.
Na verdade, acho meio ridículo esse povo ter tanto orgulho de "ser vadia".
Mas vá lá, cada um com seu cada um.
E ele deu RT num cara com um avatar que mais parecia mug shot do maníaco do parque.
Daí eu já devia ter percebido que ia me aborrecer.
Mas não percebi.
O comentário infeliz dele mencionava a tal marcha e dizia "Maria da Penha deve estar se revirando no túmulo".
Quer dizer, não bastou o animal do marido dela tê-la colocado numa cadeira de rodas à base de muita porrada. Vem outro animal é quer matar a coitada.
Respondi que ela não estava morta e veio mais pérola: que fizeram uma lei tudo e a mulher nem morreu, que foi só por umas porradas.
Idiota bem cotado no ranking dos babacas.
Daí eu dei block porque não sou obrigada.
Mas antes deu pra ver que ele chegou até aqui, leu o blog e disse que eu tentava dizer que morar sozinha era uma opção, que eu não devia fazer sexo e que devia bater uma siririca.
*** FIM DA INTRODUÇÃO, COMEÇO DA PAUTA ***
Nem vou enveredar pelo caminho de que basta uma mulher ter uma postura ostensiva contra a opinião de um homem para ser taxada de mal amada, sem sexo e bla bla bla meu ovo.
Se esse fosse o motivo do meu mau humor (e de mais boa parte da mulherada por aí), tava fácil.
(Aliás, amigão, cagar também nunca foi meu problema. Só de pensar em activia eu já fico com dor de barriga).
Mas voltamos àquela opinião da sociedade (já mencionada aqui e aqui) de que mulher que vai morar sozinha é uma fodida, sem opção, mal amada, que tem 52 gatos e é mais amarga que chá de boldo concentrado e...
zzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzz
Desculpa, cochilei.
Esse papo sempre me dá um tédio danado.
Voltando.
Não só muitas mulheres mas também muitos homens optam por morar sozinhos.
Ser donos dos seus horários, dos seus conceitos de limpeza e organização e dos seus problemas.
Nem por isso são punheteiros, solitários, mal amados, sem opção e todos esses predicados bonitos que o pessoal com cabeça cheia de vento costuma atribuir nesses casos.
Morar sozinho é uma tendência mundial, um passo necessário para quem quer amadurecer, uma fonte de prazer e desespero.
Isso não te faz mais ou menos que nada. Só te faz uma pessoa responsável por mais algumas questões.
Nem mais ou menos amado.
Aliás, pelo contrário.
Conheço solteiros sozinhos com uma vida sexual muito mais ativa que muito nego pretensamente bem amdo por ser casado.
Mas como estar dentro da curva é o que pega, não adianta. Essa briga vai ser eterna.
Enquanto houver idiotas no mundo, pessoas que moram sozinhas vão escutar essas merdas.
A solução: encher o pulmão e soltar com vontade um "vá se foder".
Não resolve de nada, mas te dá um alívio gostosinho.
;-)
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segunda-feira, 20 de junho de 2011
quinta-feira, 26 de maio de 2011
VIZINHOS - PARA O BEM E PARA O MAL
Vizinhos são um mal às vezes necessário, às vezes não.
Mas no fundo você não tem muita escolha sobre essa questão, porque mesmo morando em uma fazenda no meio do mato, certamente terá alguém pra rachar o muro com você.
Num apartamento então, é fatal.
Você é uma ilha cercada de vizinhos por todos os lados.
A não ser que você tenha a mesma sorte que eu, que mora no telhado e não tem vizinhos em cima ou dos lados, só embaixo.
Sorte? Aham...
Sabe aquela piadinha sobre o Brasil não ter terremoto, maremoto, vulcão, tornado, etc., aí Deus diz "espera só pra ver o povinho que eu vou colocar lá"? Então, é isso.
Não tenho vizinhos dos lados ou em cima, mas em compensação a de baixo...
Vale por um conjunto habitacional todo.
A infeliz em questão sempre faz barulhos de madrugada, entre a uma e as 3h da manhã.
Ela gargalha, ela grita, ela bate os móveis, ela derruba coisas... Ela causa.
Sempre de madrugada.
Na segunda à noite eu não dei conta dessa putaria diária e interfonei na portaria pra reclamar.
O sinal de que ia dar merdaveio na resposta do porteiro: "você não quer descer lá e falar com eles?".
"Não, moço, não quero virar capa do Meia Hora não".
O porteiro interfonou e retornou pra mim.
Daí, segurem seus frascos de maracujina: ela faz isso sempre, já baixou polícialá e até o pessoal DO PRÉDIO AO LADO já reclamou da barulheira dela.
Pensei que ela se fosse se acalmar, mas nada.
Ela interfonou na minha casa, falou um monte, disse que não estava fazendo barulho algum, me xingou, questionou avalidadede eu estar morando lá, enfim...
Tirei uma serenidade do fundo falso do meu baú e disse que não ia bater boca com ela naquela hora da madrugada, desejei boa noite e desliguei.
Ela tornou a ligar.
Daí eu já tava com a reserva de paciência no bafo faz tempo e a conversa foi bem mais "calorosa" até o bofe dela catar o interfone, mandar ela ir dormir e desligar.
ERRO: nessas horas, a gente tem que segurar o ímpeto e não interagir.
Essa briga não deve ser com o condômino**, mas sim com o condomínio.
Cabe aos administradores resolverem essa questão.
Dessa forma também, você se resguarda de qualquer processo ligado à sua pessoa.
** Inclusive, se você jogar no Google "briga entre vizinhos" verá que a grande maioria dos links mencionam brigas que acabaram em morte. É. Morte.
A gente nunca sabe quem está por trás da porta ao lado / acima / abaixo.
Quais são os passos a serem tomados em casos desse tipo:
- Faça reclamações ao síndico ou ao porteiro - nunca para a pessoa em questão
- Faça uma reclamação no livro do condomínio
- Reze
Fato é que desde então ela anda chateando diariamente.
Estou há praticamente três dias sem uma boa noite de sono e sinceramente, agradeço por não terarmas em casa.
Minha vontade é descer lá e surrá-la até que ela vire do avesso.
A parte boa é que ela está de mudança, ao que tudo indica sai agora em junho.
Até lá, muito calmante e reza brava.
Mas no fundo você não tem muita escolha sobre essa questão, porque mesmo morando em uma fazenda no meio do mato, certamente terá alguém pra rachar o muro com você.
Num apartamento então, é fatal.
Você é uma ilha cercada de vizinhos por todos os lados.
A não ser que você tenha a mesma sorte que eu, que mora no telhado e não tem vizinhos em cima ou dos lados, só embaixo.
Sorte? Aham...
Sabe aquela piadinha sobre o Brasil não ter terremoto, maremoto, vulcão, tornado, etc., aí Deus diz "espera só pra ver o povinho que eu vou colocar lá"? Então, é isso.
Não tenho vizinhos dos lados ou em cima, mas em compensação a de baixo...
Vale por um conjunto habitacional todo.
A infeliz em questão sempre faz barulhos de madrugada, entre a uma e as 3h da manhã.
Ela gargalha, ela grita, ela bate os móveis, ela derruba coisas... Ela causa.
Sempre de madrugada.
Na segunda à noite eu não dei conta dessa putaria diária e interfonei na portaria pra reclamar.
O sinal de que ia dar merdaveio na resposta do porteiro: "você não quer descer lá e falar com eles?".
"Não, moço, não quero virar capa do Meia Hora não".
O porteiro interfonou e retornou pra mim.
Daí, segurem seus frascos de maracujina: ela faz isso sempre, já baixou polícialá e até o pessoal DO PRÉDIO AO LADO já reclamou da barulheira dela.
Pensei que ela se fosse se acalmar, mas nada.
Ela interfonou na minha casa, falou um monte, disse que não estava fazendo barulho algum, me xingou, questionou avalidadede eu estar morando lá, enfim...
Tirei uma serenidade do fundo falso do meu baú e disse que não ia bater boca com ela naquela hora da madrugada, desejei boa noite e desliguei.
Ela tornou a ligar.
Daí eu já tava com a reserva de paciência no bafo faz tempo e a conversa foi bem mais "calorosa" até o bofe dela catar o interfone, mandar ela ir dormir e desligar.
ERRO: nessas horas, a gente tem que segurar o ímpeto e não interagir.
Essa briga não deve ser com o condômino**, mas sim com o condomínio.
Cabe aos administradores resolverem essa questão.
Dessa forma também, você se resguarda de qualquer processo ligado à sua pessoa.
** Inclusive, se você jogar no Google "briga entre vizinhos" verá que a grande maioria dos links mencionam brigas que acabaram em morte. É. Morte.
A gente nunca sabe quem está por trás da porta ao lado / acima / abaixo.
Quais são os passos a serem tomados em casos desse tipo:
- Faça reclamações ao síndico ou ao porteiro - nunca para a pessoa em questão
- Faça uma reclamação no livro do condomínio
- Reze
Fato é que desde então ela anda chateando diariamente.
Estou há praticamente três dias sem uma boa noite de sono e sinceramente, agradeço por não terarmas em casa.
Minha vontade é descer lá e surrá-la até que ela vire do avesso.
A parte boa é que ela está de mudança, ao que tudo indica sai agora em junho.
Até lá, muito calmante e reza brava.
sábado, 30 de abril de 2011
MORAR SOZINHO NÃO É CASAR CONSIGO MESMO?
Ontem estava conversando com uma amiga minha que está se preparando para morar sozinha e lembrei de duas passagens curiosas durante esse período de mudança para a casa nova.
O primeiro foi o comentário da minha tia, quando liguei para agradecer o presentaço que eles me deram (R$ 300 realidades para comprar um microondas): "foi só uma ajudinha, quando você casar será mais caprichado".
Depois foi no trabalho, quando estavam passando o famoso envelope para um cara lá da empresa (que eu mal conheço e devo ter trocado meia dúzia de palavras se muito) que estava se casando.
Todo mundo estava dando R$ 50.
Eu comentei que estava durangaça devido aos gastos com meu novo apê e disse que só podia dar R$20,00.
Me olharam como se eu tivesse dito que roubo pensão de velhinhas pra fumar crack.
Paguei de mão de vaca e de insensível.
Daí eu te pergunto: por que quem casa merece os melhores presentes e as contribuições mais caras e quem vai morar sozinho não?
Uma "amiga" minha, por exemplo, se ofereceu para me dar lençóis usados.
Longe de querer fazer a mal agradecida, mas ela sabia que eu já tinha cama de casal e roupa de cama adequada.
(Mas meus pratos, talheres e copos são doações da minha mãe, beijo, te amo!)
Voltando.
Não vi ninguém no escritório se oferecendo para fazer um envelope para me ajudar com as coisas pra casa (sim, a hipótese de que eu não sou nada querida no escritório já foi levantada por mim e tem meu total aval), assim como não vi ninguém se coçar para dar dinheiro a uma colega que perdeu muita coisa num incêndio em sua casa.
E por que minha tia achou que o presente tem que ser mais caro quando eu casar?
Eu acho que deveria ser justamente o contrário.
Pela lógica, quem vai casar tem duas vezes mais chances de ganhar presentes (oi, um casal?) que uma pessoa sozinha. Assim como quem vai casar, a pessoa que vai morar sozinha também está começando uma nova vida e também precisa de um empurrãozinho nesse momento.
Por que o casamento tem mais valor perante a sociedade que o ato de morar sozinho?
Se você souber a resposta, me conta?
*Digo no geral por conta desses exemplos.
Mas eu tive a sorte de contar com amigos incríveis que me ajudaram com MUITA coisa - minha cozinha seria zero equipada, meu quarto seria bem sem graça e minha sala não teria tecnologia alguma sem eles. É por eles que eu rezo e agradeço todos os dias.
O primeiro foi o comentário da minha tia, quando liguei para agradecer o presentaço que eles me deram (R$ 300 realidades para comprar um microondas): "foi só uma ajudinha, quando você casar será mais caprichado".
Depois foi no trabalho, quando estavam passando o famoso envelope para um cara lá da empresa (que eu mal conheço e devo ter trocado meia dúzia de palavras se muito) que estava se casando.
Todo mundo estava dando R$ 50.
Eu comentei que estava durangaça devido aos gastos com meu novo apê e disse que só podia dar R$20,00.
Me olharam como se eu tivesse dito que roubo pensão de velhinhas pra fumar crack.
Paguei de mão de vaca e de insensível.
Daí eu te pergunto: por que quem casa merece os melhores presentes e as contribuições mais caras e quem vai morar sozinho não?
Uma "amiga" minha, por exemplo, se ofereceu para me dar lençóis usados.
Longe de querer fazer a mal agradecida, mas ela sabia que eu já tinha cama de casal e roupa de cama adequada.
(Mas meus pratos, talheres e copos são doações da minha mãe, beijo, te amo!)
Voltando.
Não vi ninguém no escritório se oferecendo para fazer um envelope para me ajudar com as coisas pra casa (sim, a hipótese de que eu não sou nada querida no escritório já foi levantada por mim e tem meu total aval), assim como não vi ninguém se coçar para dar dinheiro a uma colega que perdeu muita coisa num incêndio em sua casa.
E por que minha tia achou que o presente tem que ser mais caro quando eu casar?
Eu acho que deveria ser justamente o contrário.
Pela lógica, quem vai casar tem duas vezes mais chances de ganhar presentes (oi, um casal?) que uma pessoa sozinha. Assim como quem vai casar, a pessoa que vai morar sozinha também está começando uma nova vida e também precisa de um empurrãozinho nesse momento.
Por que o casamento tem mais valor perante a sociedade que o ato de morar sozinho?
Se você souber a resposta, me conta?
*Digo no geral por conta desses exemplos.
Mas eu tive a sorte de contar com amigos incríveis que me ajudaram com MUITA coisa - minha cozinha seria zero equipada, meu quarto seria bem sem graça e minha sala não teria tecnologia alguma sem eles. É por eles que eu rezo e agradeço todos os dias.
SOLITÁRIA É LOMBRIGA
Estava eu hoje entregue ao tradicional vício do buraco, quando começou o Jornal da Globo.
E uma das primeiras matérias falava sobre o aumento das pessoas morando sozinhas no Brasil.
E por mais de uma vez nós, que engrossamos esta estatística, fomos chamados de solitários.
Mandei uma reclamação no twitter e rapidamente uma amiga respondeu o título do post - que achei genial e já me apoderei (viu Line, sua linda!).
Porque as pessoas insistem em achar que todo mundo que escolhe morar sozinho é solitário?
Como se fossemos aqueles nerds de filme americano, que são cuspidos e amarrados com silver tape no poste em frente à escola.
Como se não tivéssemos amigos ou família, como se fossemos eremitas, shreks da selva de pedra.
No fundo, acho que a sociedade não está pronta para entender essa nova parcela da sociedade.
Pessoas que poderiam estar na casa dos pais ou casada com alguém, mas optou por seguir a vida sozinha, em seu espaço privado, seguindo seus hábitos, ritmos, vontades e horários.
Mas deveria.
Pra mim, essa é uma tendência sem volta.
Até porque a própria sociedade está nos criando, com mecânismos que incentivam as pessoas a cada vez mais se fecharem em seus espaços - supermercado delivery, sites de encontros onde mais se fala pela internet que pessoalmente, carros cada vez menores para pouca ou nenhuma família, violência que te impede de ajudar estranhos.
Asociedade está transformando as pessoas cada vez mais em unidades, cada vez menos em tribos.
Agora se elas estão se tornando solitárias, é com elas.
Não me sinto solitária, nem um pouco.
E uma das primeiras matérias falava sobre o aumento das pessoas morando sozinhas no Brasil.
E por mais de uma vez nós, que engrossamos esta estatística, fomos chamados de solitários.
Mandei uma reclamação no twitter e rapidamente uma amiga respondeu o título do post - que achei genial e já me apoderei (viu Line, sua linda!).
Porque as pessoas insistem em achar que todo mundo que escolhe morar sozinho é solitário?
Como se fossemos aqueles nerds de filme americano, que são cuspidos e amarrados com silver tape no poste em frente à escola.
Como se não tivéssemos amigos ou família, como se fossemos eremitas, shreks da selva de pedra.
No fundo, acho que a sociedade não está pronta para entender essa nova parcela da sociedade.
Pessoas que poderiam estar na casa dos pais ou casada com alguém, mas optou por seguir a vida sozinha, em seu espaço privado, seguindo seus hábitos, ritmos, vontades e horários.
Mas deveria.
Pra mim, essa é uma tendência sem volta.
Até porque a própria sociedade está nos criando, com mecânismos que incentivam as pessoas a cada vez mais se fecharem em seus espaços - supermercado delivery, sites de encontros onde mais se fala pela internet que pessoalmente, carros cada vez menores para pouca ou nenhuma família, violência que te impede de ajudar estranhos.
Asociedade está transformando as pessoas cada vez mais em unidades, cada vez menos em tribos.
Agora se elas estão se tornando solitárias, é com elas.
Não me sinto solitária, nem um pouco.
quarta-feira, 27 de abril de 2011
DECORANDO
Só para esse blog não ficar com fama de culinário, segue aí uma foto do meu quarto.
Sim, ele tem uma parede roxo cheguei e mais três lilás (liláses?).
Podia contar uma história bonita sobre feng shui e psicologia das cores, mas a real é que minha cunhada comprou as tintas e desistiu de pintar o quarto dela. Como estavam para vencer, ela me deu.
E minha outra cunhada (te amo, Dê!) e meu namorado sucesso (também te amo, lindo) me ajudaram a pintar.
E posso dizer? Tá mais bem pintado que todo o resto do apê.
Mas não recomendo a experiência, pintar paredes dá um trabalho do caralho.
(Embora eu ainda tenha que dar uma demão de tinta branca na divisória que separa a sala do quarto e a parede de frente pra porta - que eu vou pintar de vermelho canela, que meu sonho também é ter a parede de entrada vermelha. Mas tô adiando ao máximo...).
A foto está um pouco escura porque coloquei uma luminária japonesa rosa.
Tirei essa foto para mostrar à Luciana como a cama ficou com o Edredom que ela ela me deu - mais uma das pessoas maravilhosas que contribuiram pra minha casa ser a lindeza que ela é e vai ser.
Aquele móvel à direita é a tal cômoda que eu pintei.
Ficou bom, mas podia ter ficado melhor - e aquela vela de flores manchou o móvel.
Então vou ter que dar uma lixada e pintar o tampo de novo.
Aquela cadeira ali em breve será trocada por uma cadeira de madeira, que eu vou pintar de rosa ou laranja - ainda não escolhi.
Quando eu terminar de decorar o quarto - que deverá ser em no máximo duas semanas, quando chegar o baú que comprei, eu achar um pisca-pisca (tá mais fácil achar agulha no palheiro) e comprar um espelho - eu posto as fotos.
Esse será o cômodo mais arrumadinho da casa.
A cozinha também está quase boa, falta só algumas coisinhas - como chegar o porta temperos, o relógio e eu descobrir um jeito de fazer a minha hortinha.
Já a sala vai ser a última a receber investimentos, por ser a que tem coisas mais caras.
Mas tenho planos de investir minha restituição nela.
Já o banheiro... Tenso.
Quando eu vim ver o apê, ele tava com uma parede manchada, porque deu infiltração.
O marido da síndica me garantiu que seria pintado assim que a parede tivesse secado.
Daí que eu te pergunto... Quem veio pintar?
Exato.
Tá lá, todo cagado.
Parte de mim quer reclamar pra síndica, parte de mim está pensando quando e que horas alguém vai vir pintar o banheiro e qual vai ser a logística, porque sem chances de eu ficar aqui de babá de pintor e nem fodendo vou deixar um desconhecido sozinho na minha casa. Talvez eu dê um tapa com tinta eu mesma onde estiver feio mesmo.
Mas ele não está tão ruim. E estou adorando ter um banheiro com janela - não moro em um apartamento onde o banheiro tem janela há mais de 10 anos - e mesmo o banheiro do apartamento onde cresci tinha janela que dava pra área de serviço.
Enfim, novidades em breve, eu espero.
Sim, ele tem uma parede roxo cheguei e mais três lilás (liláses?).
Podia contar uma história bonita sobre feng shui e psicologia das cores, mas a real é que minha cunhada comprou as tintas e desistiu de pintar o quarto dela. Como estavam para vencer, ela me deu.
E minha outra cunhada (te amo, Dê!) e meu namorado sucesso (também te amo, lindo) me ajudaram a pintar.
E posso dizer? Tá mais bem pintado que todo o resto do apê.
Mas não recomendo a experiência, pintar paredes dá um trabalho do caralho.
(Embora eu ainda tenha que dar uma demão de tinta branca na divisória que separa a sala do quarto e a parede de frente pra porta - que eu vou pintar de vermelho canela, que meu sonho também é ter a parede de entrada vermelha. Mas tô adiando ao máximo...).
A foto está um pouco escura porque coloquei uma luminária japonesa rosa.
Tirei essa foto para mostrar à Luciana como a cama ficou com o Edredom que ela ela me deu - mais uma das pessoas maravilhosas que contribuiram pra minha casa ser a lindeza que ela é e vai ser.
Aquele móvel à direita é a tal cômoda que eu pintei.
Ficou bom, mas podia ter ficado melhor - e aquela vela de flores manchou o móvel.
Então vou ter que dar uma lixada e pintar o tampo de novo.
Aquela cadeira ali em breve será trocada por uma cadeira de madeira, que eu vou pintar de rosa ou laranja - ainda não escolhi.
Quando eu terminar de decorar o quarto - que deverá ser em no máximo duas semanas, quando chegar o baú que comprei, eu achar um pisca-pisca (tá mais fácil achar agulha no palheiro) e comprar um espelho - eu posto as fotos.
Esse será o cômodo mais arrumadinho da casa.
A cozinha também está quase boa, falta só algumas coisinhas - como chegar o porta temperos, o relógio e eu descobrir um jeito de fazer a minha hortinha.
Já a sala vai ser a última a receber investimentos, por ser a que tem coisas mais caras.
Mas tenho planos de investir minha restituição nela.
Já o banheiro... Tenso.
Quando eu vim ver o apê, ele tava com uma parede manchada, porque deu infiltração.
O marido da síndica me garantiu que seria pintado assim que a parede tivesse secado.
Daí que eu te pergunto... Quem veio pintar?
Exato.
Tá lá, todo cagado.
Parte de mim quer reclamar pra síndica, parte de mim está pensando quando e que horas alguém vai vir pintar o banheiro e qual vai ser a logística, porque sem chances de eu ficar aqui de babá de pintor e nem fodendo vou deixar um desconhecido sozinho na minha casa. Talvez eu dê um tapa com tinta eu mesma onde estiver feio mesmo.
Mas ele não está tão ruim. E estou adorando ter um banheiro com janela - não moro em um apartamento onde o banheiro tem janela há mais de 10 anos - e mesmo o banheiro do apartamento onde cresci tinha janela que dava pra área de serviço.
Enfim, novidades em breve, eu espero.
domingo, 24 de abril de 2011
FERIADOS EM FAMÍLIA (OU NÃO)
Quem me conhece, sabe que minha família se divide entre as cidades de Santos e Rio de Janeiro.
Sendo assim, praticamente todo feriado ou corro para uma ou para outra, pra curtir a família.
Nas páscoas, quando eu era criança, ia sempre pro Rio, praquela tradicional caça aos ovos com os primos.
Conforme fui ficando mais velha, continuei a ir, desta vez mais para estar com a minha avó - católica fervorosa, professora de caticismo e a criaturinha mais sensacional que já habitou este planeta.
Ela fazia questão de estar com a família toda, manter as tradições alimentares e mimar os netos (a essa latura todos marmanjões) com ovos de páscoa.
Depois que ela faleceu, eu passei a me desassocioar dessa coisa de páscoa, de festa.
Ia mais pelo apelo comercial mesmo, mas sempre em um lugar ou outro, só voltando pra casa na segunda.
Este ano, coincidentemente, foi diferente.
Estava em Santos e o trânsito da ida foi monstruoso.
Desci na quarta à noite com a estrada já cheia e todos os dias tinha (muita) gente descendo.
Fiquei com medo de morgar na volta e aproveitei uma carona pra voltar no sábado à noite.
Ao ir me despedindo das pessoas, o comentário TOP era: "mas você vai passar a páscoa sozinha?"
Achei engraçado.
Varei a noite vendo TV e jogando buraco (sou viciada em buraco, todo mundo tira sarro da minha cara porque eu assino o jogatina) e acabei acordando quase uma da tarde no domingo.
Confesso que acordar sozinha deu uma tristezinha.
Aí fiquei lembrando de quando era criança, dos meus primos, deu uma saudadona da minha avó.
Tinha que sair para comprar um rodo (não sei, a Tânia faz mágica) e começou a chover.
Daí fiz um macarrones (à bolonhesa, nada demais), abri um vinho e deixei rolar.
Pensei em ligar pra alguém pra fazer algo, mas só de pensar em sair nessa chuva deu uma preguiça imensa.
Tô aqui curtindo a casa.
Não vou dizer que está sendo o melhor porque estou com uma saudade filha da puta da minha família, mas não está de todo ruim.
Sendo assim, praticamente todo feriado ou corro para uma ou para outra, pra curtir a família.
Nas páscoas, quando eu era criança, ia sempre pro Rio, praquela tradicional caça aos ovos com os primos.
Conforme fui ficando mais velha, continuei a ir, desta vez mais para estar com a minha avó - católica fervorosa, professora de caticismo e a criaturinha mais sensacional que já habitou este planeta.
Ela fazia questão de estar com a família toda, manter as tradições alimentares e mimar os netos (a essa latura todos marmanjões) com ovos de páscoa.
Depois que ela faleceu, eu passei a me desassocioar dessa coisa de páscoa, de festa.
Ia mais pelo apelo comercial mesmo, mas sempre em um lugar ou outro, só voltando pra casa na segunda.
Este ano, coincidentemente, foi diferente.
Estava em Santos e o trânsito da ida foi monstruoso.
Desci na quarta à noite com a estrada já cheia e todos os dias tinha (muita) gente descendo.
Fiquei com medo de morgar na volta e aproveitei uma carona pra voltar no sábado à noite.
Ao ir me despedindo das pessoas, o comentário TOP era: "mas você vai passar a páscoa sozinha?"
Achei engraçado.
Varei a noite vendo TV e jogando buraco (sou viciada em buraco, todo mundo tira sarro da minha cara porque eu assino o jogatina) e acabei acordando quase uma da tarde no domingo.
Confesso que acordar sozinha deu uma tristezinha.
Aí fiquei lembrando de quando era criança, dos meus primos, deu uma saudadona da minha avó.
Tinha que sair para comprar um rodo (não sei, a Tânia faz mágica) e começou a chover.
Daí fiz um macarrones (à bolonhesa, nada demais), abri um vinho e deixei rolar.
Pensei em ligar pra alguém pra fazer algo, mas só de pensar em sair nessa chuva deu uma preguiça imensa.
Tô aqui curtindo a casa.
Não vou dizer que está sendo o melhor porque estou com uma saudade filha da puta da minha família, mas não está de todo ruim.
sábado, 23 de abril de 2011
FELIZ ANIVERSÁRIO, CASA!
Esqueci de comemorar uma data importante: um mês de casa nova!!!
Foi dia 19, mas eu estava correndo para arrumar as malas para o feriado.
Nesse um mês eu só tenho coisas boas a dizer sobre esta experiência.
Morar sozinha é gostoso, é tranquilo, é zen.
Por mais que seja trabalhoso cuidar de tudo sozinha (e também poder contar com a ajuda de pessoas especiais em alguns momentos), é muito bom poder olhar tudo e ver que você fez tudo aquilo.
Mesmo que o tudo aquilo inclua o pão queimado no forno novo (que você ainda está lutando para entender).
Com relação à solidão, continuo zerada.
Como diz um amigo meu, eu sou daquela espécie rara que acha que não precisa de pessoas para viver.
Não é de todo verdade, mas não é de todo mentira.
Estar sozinha pode ser muito bom. Pode ser libertador. E mais: pode ser bem divertido.
Vai por mim, experimenta.
Depois você me conta.
Foi dia 19, mas eu estava correndo para arrumar as malas para o feriado.
Nesse um mês eu só tenho coisas boas a dizer sobre esta experiência.
Morar sozinha é gostoso, é tranquilo, é zen.
Por mais que seja trabalhoso cuidar de tudo sozinha (e também poder contar com a ajuda de pessoas especiais em alguns momentos), é muito bom poder olhar tudo e ver que você fez tudo aquilo.
Mesmo que o tudo aquilo inclua o pão queimado no forno novo (que você ainda está lutando para entender).
Com relação à solidão, continuo zerada.
Como diz um amigo meu, eu sou daquela espécie rara que acha que não precisa de pessoas para viver.
Não é de todo verdade, mas não é de todo mentira.
Estar sozinha pode ser muito bom. Pode ser libertador. E mais: pode ser bem divertido.
Vai por mim, experimenta.
Depois você me conta.
terça-feira, 19 de abril de 2011
MAIS COMIDA
Uma das coisas que eu aprendi com a Dani foi a comer bifum.
Ela fazia um diferente, que não leva presunto e ovo - que eu não suporto.
Sempre fiquei na intenção de copiar, mas nunca tentei porque ela estava sempre lá e já fazia.
Depois da mudança, sempre pensava nisso, de fazer o bifum.
No fim de semana retrasado, fui num restaurante na Liberdade, o Banri - super recomendo!! - e comi um bifum ainda mais gostoso, porque tinha carne e broto de feijão também.
Aí ontem fui ao mercado e comprei as coisas para fazer.
Não ficou igual, nem de longe, mas ficou bom.
E hoje tá ainda mais gostoso.
Vou tentar passar a receita, com aquele meu probleminha padrão das medidas incertas.
Bora lá.
E comer!
#vaigordinha
Tempo de preparo: coisa de 20 minutos - vai depende do tanto de água que você colocar na panela.
Ela fazia um diferente, que não leva presunto e ovo - que eu não suporto.
Sempre fiquei na intenção de copiar, mas nunca tentei porque ela estava sempre lá e já fazia.
Depois da mudança, sempre pensava nisso, de fazer o bifum.
No fim de semana retrasado, fui num restaurante na Liberdade, o Banri - super recomendo!! - e comi um bifum ainda mais gostoso, porque tinha carne e broto de feijão também.
Aí ontem fui ao mercado e comprei as coisas para fazer.
Não ficou igual, nem de longe, mas ficou bom.
E hoje tá ainda mais gostoso.
Vou tentar passar a receita, com aquele meu probleminha padrão das medidas incertas.
Bora lá.
BIFUM QUASE A LA BANRI
Ingredientes:
- 1 pacote de macarrão de arroz (vende em supermercados mais completos e lojas de produtos orientais)
- 350 gramas de coxão mole picado em tirinhas
- 1 cebola picada ou ralada
- 2 cenouras médias raladas
- 8 ou 10 vagens
- 1/2 pacote de broto de feijão
- Molho shoyo (à vontade)
- Tempero pronto de cebola, alho e salsa (à vontade)
- Pimenta (à vontade)
- 1 pacote de caldo de carne (sempre uso o em pó, pra não dar gruminho)
- 2 colheres de sopa cheia de margarina
Modo de preparo:
Primeiro o macarrão - só ferver uns dois litros de água. Quando ferver, apague o fogo e jogue o macarrão. Depois de um minuto, escorra e jogue água fria. Mais simples e rápido, impossível.
O molho
- Primeiro coloque a carne pra marinar, no shoyo (eu também pus um pouco de amaciante de carne e de molho inglês porque eu gosto).
- Refogue a cebola, o alho, a salsa, com a primeira colher de margarina. Quando estiver douradinho, jogue a carne e dê uma selada. Selou, jogue a cenoura e a vagem, o caldo de carne e cubra com água quente.
- Quando a água estiver quase seca, jogue o broto de feijão (senão fica muito molenguento) e cozinhe até a água secar (ou quase, vai do seu gosto).
Depois é só jogar o molho no macarrão, junto com a outra colher de margarina.
E comer!
#vaigordinha
Tempo de preparo: coisa de 20 minutos - vai depende do tanto de água que você colocar na panela.
quinta-feira, 7 de abril de 2011
COISAS QUE (ME) EXPLICAM
"Quando digo que moro sozinha, muita gente me pergunta se não é chato, se não sinto solidão. Eu digo que é uma liberdade gostosa. 'Ah, mas liberdade eu tenho na casa do meu pai e da minha mãe...', dizem.
Mas é diferente, a gente amadurece morando sozinha.
Até as relações homem-mulher são mais felizes quando os dois passam por essa experiência. O homem também vai saber que é duro lavar louça, fazer supermercado, levar roupa na lavanderia...
Mas o que mais gosto é da auto-análise de estar sozinha: 'Estou triste? Mas por quê estou triste?'.
É como uma terapia.
Na falta de alguém com quem falar, fala consigo mesma.
Tem que aprender a gostar da própria companhia.
Quem mora com mais gente faz menos esse exercício.
As pessoas encaram a solidão como um fantasma, porque não sabem conviver com elas mesmas.
A solidão está dentro da gente, e não no ambiente.
Não é a falta física de alguém, é da alma."
É bem isso.
Daqui ó.
Mas é diferente, a gente amadurece morando sozinha.
Até as relações homem-mulher são mais felizes quando os dois passam por essa experiência. O homem também vai saber que é duro lavar louça, fazer supermercado, levar roupa na lavanderia...
Mas o que mais gosto é da auto-análise de estar sozinha: 'Estou triste? Mas por quê estou triste?'.
É como uma terapia.
Na falta de alguém com quem falar, fala consigo mesma.
Tem que aprender a gostar da própria companhia.
Quem mora com mais gente faz menos esse exercício.
As pessoas encaram a solidão como um fantasma, porque não sabem conviver com elas mesmas.
A solidão está dentro da gente, e não no ambiente.
Não é a falta física de alguém, é da alma."
É bem isso.
Daqui ó.
quarta-feira, 6 de abril de 2011
QUANTO VALE O SHOW?
Se você está namorando a idéia de morar sozinho (ou sozinha), basta dar uma googlada e vai encontrar uma série de dicas básicas sobre gastos fixos e organização financeira básica.
Quanto custa? - por Morando Sozinho.
O que você precisa considerar aqui: esse post é antigo e a vida já mudou muito desde 2008.
E ele mora numa cidade do interior.
Meus gastos, por exemplo, giram em torno de:
São Paulo – SP (em abril/2011)
Aluguel/Condomínio: R$ 1.100,00
Alimentação: R$ 350,00 (mas eu tomo vinho e consumo coisas não tão básicas, então reveja isso de acordo com suas particularidades)
Energia Elétrica: R$ 0,00 (eu não pago)
Água: R$ 0,00 (eu não pago)
Gás: R$ 16,00 (em média)
Telefone/TV a cabo/Internet: R$ 84,60
Faxineira: 160,00
TOTAL: R$ 1.700 e qualquer coisinha
(lembre também que, além disso, tem suas despesas normais com celular, cartão de crédito, transporte e por aí vai)
Já no período entre julho/2007 e março/2009 eu gastava R$ 300,00/mês nessas mesmas coisas (só não tinha TV a cabo e internet, mas também dividia com mais três pessoas) e no período entre março/2009 a março/2011 eu gastava algo em torno dos R$ 1,2 mil (dividindo com uma pessoa).
Ainda tem uma questão: gastos extras.
Até aqui, eu não tive que comprar nada pra casa, exceto minha cama e coisicas como ventilador e cafeteira.
Mas com a mudança, tive que comprar tudo: geladeira, fogão, máquina de lavar, armários e outras coisas primordiais pra viver de forma minimamente confortável.
Pelas minhas contas, gastei em torno de R$ 4,5 mil, entre eletrodomésticos, tinta, torneiras, chuveiro novo, espelhos de tomadas, novas fechaduras pra porta e por aí vai.
Além disso, mais um detalhe: fiador, seguro fiança, depósito fiança.
Ao alugar um apartamento, você precisa ter uma destas três coisas citadas acima.
Se você tiver um fiador, que sucesso.
Agora se você, como eu, tiver vergonha de pedir aquele um milhão de documentos para alguém (e para a esposa ou marido desse alguém, fora que você tem que providenciar este mesmo tanto de documentos), vai ter que fazer o depósito fiança, que é entre três ou quatro aluguéis adiantados.
(sim, muitos dinheiros!!!)
A parte boa é que você faz uma poupança forçada, já que ao final do contrato, se você não estragar nada no apartamento, eles te devolvem o valor.
Fuja desse seguro-fiança, é uma grande roubada.
Então uma coisa bacana é você se planejar pra essa mudança, guardando dinheiro e reduzindo seus gastos para abrir espaço para essa avalanche de contas.
Senão você não vai dar conta de pagar suas contas fixas e mais todas essas compras das quais não dá pra fugir muito - afinal, você precisa COMER, muito importante.
Achei também dois posts do Manual da Dona de Casa (aqui e aqui) que explicam mais detalhadamente todas essas questões.
Aliás, o blog no geral vale a visita.
Enfim...
Tô rica?
Não, bem, tô fodida.
Mas o jogo é esse.
A não ser que você ganhe boa parte (ou todas) dessas coisas, não vai conseguir fugir disso.
Tem gente que vive com menos? ô se tem.
Basta a você definir se é isso que você quer pra você.
Principalmente por conta dessa questão levantada pela Ângela, do Manual da Dona de Casa.
Essas contas são suas. Não invente coisas que você não pode pagar sozinha.
Primeiro porque você pode acabar se enforcando em contas e se prejudicando muito financeiramente, depois que é feio ficar fazendo dívida pros outros, afinal que raios de pessoa independente seria você de ir morar sozinha tendo as contas pagas pelos pais (ou demais tipos de mantenedores)?
O gostoso dessa fase é justamente a sensação bonita de abrir a porta de casa e gritar: "I'm a queen (ou king, cê que sabe) of this world!!".
Quanto custa? - por Morando Sozinho.
O que você precisa considerar aqui: esse post é antigo e a vida já mudou muito desde 2008.
E ele mora numa cidade do interior.
Meus gastos, por exemplo, giram em torno de:
São Paulo – SP (em abril/2011)
Aluguel/Condomínio: R$ 1.100,00
Alimentação: R$ 350,00 (mas eu tomo vinho e consumo coisas não tão básicas, então reveja isso de acordo com suas particularidades)
Energia Elétrica: R$ 0,00 (eu não pago)
Água: R$ 0,00 (eu não pago)
Gás: R$ 16,00 (em média)
Telefone/TV a cabo/Internet: R$ 84,60
Faxineira: 160,00
TOTAL: R$ 1.700 e qualquer coisinha
(lembre também que, além disso, tem suas despesas normais com celular, cartão de crédito, transporte e por aí vai)
Já no período entre julho/2007 e março/2009 eu gastava R$ 300,00/mês nessas mesmas coisas (só não tinha TV a cabo e internet, mas também dividia com mais três pessoas) e no período entre março/2009 a março/2011 eu gastava algo em torno dos R$ 1,2 mil (dividindo com uma pessoa).
Ainda tem uma questão: gastos extras.
Até aqui, eu não tive que comprar nada pra casa, exceto minha cama e coisicas como ventilador e cafeteira.
Mas com a mudança, tive que comprar tudo: geladeira, fogão, máquina de lavar, armários e outras coisas primordiais pra viver de forma minimamente confortável.
Pelas minhas contas, gastei em torno de R$ 4,5 mil, entre eletrodomésticos, tinta, torneiras, chuveiro novo, espelhos de tomadas, novas fechaduras pra porta e por aí vai.
Além disso, mais um detalhe: fiador, seguro fiança, depósito fiança.
Ao alugar um apartamento, você precisa ter uma destas três coisas citadas acima.
Se você tiver um fiador, que sucesso.
Agora se você, como eu, tiver vergonha de pedir aquele um milhão de documentos para alguém (e para a esposa ou marido desse alguém, fora que você tem que providenciar este mesmo tanto de documentos), vai ter que fazer o depósito fiança, que é entre três ou quatro aluguéis adiantados.
(sim, muitos dinheiros!!!)
A parte boa é que você faz uma poupança forçada, já que ao final do contrato, se você não estragar nada no apartamento, eles te devolvem o valor.
Fuja desse seguro-fiança, é uma grande roubada.
Então uma coisa bacana é você se planejar pra essa mudança, guardando dinheiro e reduzindo seus gastos para abrir espaço para essa avalanche de contas.
Senão você não vai dar conta de pagar suas contas fixas e mais todas essas compras das quais não dá pra fugir muito - afinal, você precisa COMER, muito importante.
Achei também dois posts do Manual da Dona de Casa (aqui e aqui) que explicam mais detalhadamente todas essas questões.
Aliás, o blog no geral vale a visita.
Enfim...
Tô rica?
Não, bem, tô fodida.
Mas o jogo é esse.
A não ser que você ganhe boa parte (ou todas) dessas coisas, não vai conseguir fugir disso.
Tem gente que vive com menos? ô se tem.
Basta a você definir se é isso que você quer pra você.
Principalmente por conta dessa questão levantada pela Ângela, do Manual da Dona de Casa.
Essas contas são suas. Não invente coisas que você não pode pagar sozinha.
Primeiro porque você pode acabar se enforcando em contas e se prejudicando muito financeiramente, depois que é feio ficar fazendo dívida pros outros, afinal que raios de pessoa independente seria você de ir morar sozinha tendo as contas pagas pelos pais (ou demais tipos de mantenedores)?
O gostoso dessa fase é justamente a sensação bonita de abrir a porta de casa e gritar: "I'm a queen (ou king, cê que sabe) of this world!!".
VOCÊ PREFERE TER ESPAÇO OU SER FELIZ?
Quando eu comecei a procurar apartamento, estipulei o teto máximo de R$ 1,5 mil/mês entre aluguel e condomínio.
Isso, aqui em São Paulo (acho que no Brasil todo) é praticamente uma gincana.
O mercado está extremamente aquecido e aquele apartamento que você viu por mil realidades o aluguel há um ano atrás agora está saindo por uns 2,5 mil pra até mais.
Daí o que me restava: morar mais próximo ao centro da cidade, na zona norte ou nos confins da zona sul.
Como eu não tenho carro - e não tenho planos de ter tão cedo - estaria na mão do transporte público, do trânsito, do caos diário de São Paulo, que bate recorde de congestionamento todos os dias.
Isso estava me angustiando DEVERAS.
Eu vim de Santos. Lá, o mais longe tá a 40 minutos de carro, uma cidade que, apesar dos santistas acreditarem no contrário, não tem trânsito.
Quando me mudei pra São Paulo, sempre trabalhei MUITO próximo da minha casa.
[Tanto que virei piada em meu último emprego, pois quando perguntaram porque eu tinha ido trabalhar lá, respondi "porque era perto da minha casa". Paguei de revoltadinha da Estrela, que não tava levando a discussão a sério - mas era verdade: eu fiquei desempregada por um mês e eu simplesmente coloquei no google "empresas de comunicação próximas à Berrini" e cai lá. Simples assim.]
No primeiro, mais longe, era uma caminhada de 40 minutos.
No segundo, era a quatro quadras.
Aí mudei de casa: fiquei a 10 quadras.
Mudei de emprego de novo e pegava dois ônibus: um pra andar 10 quadras e outro pra andar mais quatro, porque nenhum ônibus saia da minha rua (o ponto era na esquina de casa) e virava no sentido do escritório.
Daí mudei pra cá: 10 quadras, 20 minutos andando sem pressa.
Além disso, tinha a questão da relação grana X metro quadrado.
O preço de um apê de 1 dorm. aqui na zona sul é o mesmo de um de 3 com varanda na zona norte.
Aí temos essa questão: um apartamento grande longe do trabalho ou um pequeno pertinho?
Eu estava quase me conformando de morar longe... Até achar esse aqui.
Não é perfeito, tem suas particularidades: apartamento do zelador, não tem elevador na porta, só o elevador de serviço chega aqui, tem que subir um lance de escada, não tem janela na sala...
Em compensação, é bem disposto, é (bem) barato, é do lado do escritório, é bem localizado, é só meu.
E hoje, por exemplo, quando a cidade bate (de novo) recordes de congestionamento e só se escuta buzinas de dentro de casa e as luzes vermelhas dos faróis colorem as principais vias, para mim é reconfortante estar já em casa, quietinha.
Então quando você pensar em alçar vôo solo, precisa pensar no que realmente é importante para você.
É estar perto das baladas? Ter bastante espaço para espalhar suas coisas e receber visitas? É ter vaga de garagem? Ter transporte público por perto? Estar ao lado do escritório? Ser o mais barato possível?
A partir daí, comece a procurar nos sites, jornais, andando pelo bairro que você pretende morar, arme-se de (muita) paciência e meta as caras.
Vai dar certo.
Isso, aqui em São Paulo (acho que no Brasil todo) é praticamente uma gincana.
O mercado está extremamente aquecido e aquele apartamento que você viu por mil realidades o aluguel há um ano atrás agora está saindo por uns 2,5 mil pra até mais.
Daí o que me restava: morar mais próximo ao centro da cidade, na zona norte ou nos confins da zona sul.
Como eu não tenho carro - e não tenho planos de ter tão cedo - estaria na mão do transporte público, do trânsito, do caos diário de São Paulo, que bate recorde de congestionamento todos os dias.
Isso estava me angustiando DEVERAS.
Eu vim de Santos. Lá, o mais longe tá a 40 minutos de carro, uma cidade que, apesar dos santistas acreditarem no contrário, não tem trânsito.
Quando me mudei pra São Paulo, sempre trabalhei MUITO próximo da minha casa.
[Tanto que virei piada em meu último emprego, pois quando perguntaram porque eu tinha ido trabalhar lá, respondi "porque era perto da minha casa". Paguei de revoltadinha da Estrela, que não tava levando a discussão a sério - mas era verdade: eu fiquei desempregada por um mês e eu simplesmente coloquei no google "empresas de comunicação próximas à Berrini" e cai lá. Simples assim.]
No primeiro, mais longe, era uma caminhada de 40 minutos.
No segundo, era a quatro quadras.
Aí mudei de casa: fiquei a 10 quadras.
Mudei de emprego de novo e pegava dois ônibus: um pra andar 10 quadras e outro pra andar mais quatro, porque nenhum ônibus saia da minha rua (o ponto era na esquina de casa) e virava no sentido do escritório.
Daí mudei pra cá: 10 quadras, 20 minutos andando sem pressa.
Além disso, tinha a questão da relação grana X metro quadrado.
O preço de um apê de 1 dorm. aqui na zona sul é o mesmo de um de 3 com varanda na zona norte.
Aí temos essa questão: um apartamento grande longe do trabalho ou um pequeno pertinho?
Eu estava quase me conformando de morar longe... Até achar esse aqui.
Não é perfeito, tem suas particularidades: apartamento do zelador, não tem elevador na porta, só o elevador de serviço chega aqui, tem que subir um lance de escada, não tem janela na sala...
Em compensação, é bem disposto, é (bem) barato, é do lado do escritório, é bem localizado, é só meu.
E hoje, por exemplo, quando a cidade bate (de novo) recordes de congestionamento e só se escuta buzinas de dentro de casa e as luzes vermelhas dos faróis colorem as principais vias, para mim é reconfortante estar já em casa, quietinha.
Então quando você pensar em alçar vôo solo, precisa pensar no que realmente é importante para você.
É estar perto das baladas? Ter bastante espaço para espalhar suas coisas e receber visitas? É ter vaga de garagem? Ter transporte público por perto? Estar ao lado do escritório? Ser o mais barato possível?
A partir daí, comece a procurar nos sites, jornais, andando pelo bairro que você pretende morar, arme-se de (muita) paciência e meta as caras.
Vai dar certo.
segunda-feira, 4 de abril de 2011
PRESENTES, PRESENTES, PRESENTES!!!
Todo dia eu agradeço pelos amigos que eu tenho.
Não fossem eles, eu não teria nada na minha cozinha.
Nadica.
Quando estava para me mudar, fiz uma listinha porque uma ou duas pessoas me pediram.
Fiquei meio sem graça, mas coloquei uma no Extra, só de coisas baratinhas.
Foi o que me salvou, porque praticamente tudo que tem na cozinha foi presente.
Grill, picador de legumes, talheres, potes, xícaras, copos, tanta coisa!!
Foi bom ter engolido a vergonha.
Se você for morar sozinho, eu recomendo perder a vergonha e colocar a listinha.
Escolha primeiro um lugar barato, depois coisas baratas.
Não é casamento, então não inventa de pedir coisas carésimas porque você precisa mesmo é do básico.
E o básico não é caro.
Fora que tem muita coisa que você só vai lembrar que precisa no dia-a-dia - justamente quando você estiver precisando.
Quando eu for cozinhar, certamente vou perceber o tanto de coisas que está faltando...
De todo modo, vou deixar aqui a lista que montei pras minhas compras:
Abridor de lata / garrafa
Assadeira bolo
Assadeira pizza
Colher de arroz
Colher de pau
Concha
Copos
Escorredor de louça
Escumadeira
Esponja
Faca de pão
Frigideira
Luva térmica
Pá quadrada
Panela média
Panela Pequena
Pano de prato
Pegador de macarrão
Peneira
Perfex
Potes de plástico
Pratos
Ralador
Tábua
Talheres
Se você lembrar de algo, é só falar.
E se você tiver com a alma boa, minha lista de presentes está aqui. #fikdik
Não fossem eles, eu não teria nada na minha cozinha.
Nadica.
Quando estava para me mudar, fiz uma listinha porque uma ou duas pessoas me pediram.
Fiquei meio sem graça, mas coloquei uma no Extra, só de coisas baratinhas.
Foi o que me salvou, porque praticamente tudo que tem na cozinha foi presente.
Grill, picador de legumes, talheres, potes, xícaras, copos, tanta coisa!!
Foi bom ter engolido a vergonha.
Se você for morar sozinho, eu recomendo perder a vergonha e colocar a listinha.
Escolha primeiro um lugar barato, depois coisas baratas.
Não é casamento, então não inventa de pedir coisas carésimas porque você precisa mesmo é do básico.
E o básico não é caro.
Fora que tem muita coisa que você só vai lembrar que precisa no dia-a-dia - justamente quando você estiver precisando.
Quando eu for cozinhar, certamente vou perceber o tanto de coisas que está faltando...
De todo modo, vou deixar aqui a lista que montei pras minhas compras:
Abridor de lata / garrafa
Assadeira bolo
Assadeira pizza
Colher de arroz
Colher de pau
Concha
Copos
Escorredor de louça
Escumadeira
Esponja
Faca de pão
Frigideira
Luva térmica
Pá quadrada
Panela média
Panela Pequena
Pano de prato
Pegador de macarrão
Peneira
Perfex
Potes de plástico
Pratos
Ralador
Tábua
Talheres
Se você lembrar de algo, é só falar.
E se você tiver com a alma boa, minha lista de presentes está aqui. #fikdik
quarta-feira, 23 de março de 2011
SEGURANÇA
O mundo hoje em dia anda muito estranho e as noções de respeito e boas maneiras já entraram em extinção há algum tempo.
Por conta disso, mulheres que moram sozinhas enfrentam uma dificuldade: lidar com estranhos dentro de sua casa.
Nessa coisa de montar móveis, entregar e por aí vai, você lida, ainda que por um breve período, com pessoas completamente estranhas (sempre homens) andando por sua casa enquanto você ou está sozinha com eles ou enquanto não tem ninguém em casa – caso a portaria do seu prédio assuma essa responsabilidade.
Acho que essa deve ser uma insegurança bem comum em mulheres sozinhas.
Fomos criadas para contar sempre com um homem nessas situações na hora de lidar com isso e é comum bater uma pequena insegurança nessas horas.
Nesse momento mesmo tem dois montadores das Casas Bahia na minha cozinha (yay! \o/ saiu a cozinha!!) e confesso estar meio insegura. Acho que um pouco disso é culpa da minha mãe e seu papo “você está muito isolada aqui”.
Pra piorar, meu interfone não funciona e a bateria do meu celular está bem no finzinho. Quer dizer: nem posso ligar para alguém e buscar uma confiança extra.
Outra coisa que tem me incomodado bastante é o porteiro Zé Graça aqui do prédio, que acha que é meu amigão. Ele me liga (estou sem interfone) e fica “oi, sabe quem tá falando? Ah, não sabe? Ah, se você não sabe então tá bom né...” Hoje ele fez comentários sobre minhas compras “Tá comprando tudo novo? Parece que vai tá casando...”. Um dia ele vai me pegar de ovo virado. Na melhor, ele vai tomar uma invertida daquelas, que quem me conhece sabe que eu tenho a língua BEM pesada. Na pior, eu vou pedir a cabeça dele pra síndica. Não tenho muita paciência com ninguém, imagine com quem não sabe o seu lugar.
Já pegou, falou mais uma graça, falei um monte na cara dele e já fiz queixa dele pra síndica.
Acho que mulher sozinha mexe com o imaginário masculino.
Tipo gringo achar que toda brasileira é puta, os negos acham que se a gente mora sozinha tá na seca e tem fetiche com porteiro, leiteiro, entregador ou outro "eiro" da vida.
Já pegou, falou mais uma graça, falei um monte na cara dele e já fiz queixa dele pra síndica.
Acho que mulher sozinha mexe com o imaginário masculino.
Tipo gringo achar que toda brasileira é puta, os negos acham que se a gente mora sozinha tá na seca e tem fetiche com porteiro, leiteiro, entregador ou outro "eiro" da vida.
Já deixo avisado: eu passo. E longe.
De toda forma, o que nos resta?
Respirar fundo e seguir em frente.
A casa é sua, a vida é sua e problemas como estes são só seus.
Segura na mão de Deus e vai.
domingo, 20 de março de 2011
ESTOU MUDADA
Voltei.
Agora em definitivo.
Do último post até hoje, aconteceram um milhão de coisas – menos ter tempo pro blog.
Comprei fogão, geladeira, máquina de lavar, guarda-roupa, armários de cozinha, várias coisas para a cozinha num 1,99 e ganhei vários presentes de amigos queridos – e o descaso de alguns amigos também, mas isso fica para outro post.
As coisas foram chegando aos poucos, algumas pela metade – como o guarda-roupa das Casas Bahia (que veio com uma peça quebrada, o montador montou mesmo assim e ainda colocou um pedacinho de fita crepe e o colante “Bartira” do móvel por cima da rachadura) e o armário de cozinha (o montador meu deu um bolo e as caixas estão espalhadas pela sala). DICA IMPORTANTE: ao pensar em comprar algo nas Casas Bahia, sente e espere a vontade passar. É só aborrecimento, “descaso total com você”.
Sábado agora foi a mudança.
Puta merda, que trabalhão!
Meus braços e coxas ardem, de tanto subir e descer escadas carregando caixas. Isso porque de grande mesmo, eu só tinha minha cama e uma poltrona – o resto era só caixa de roupa, sapato, livros e bagulheiras. A menção especial vai para o Marcelo, meu namorado, que ajudou o cara da mudança (muito esperto, que veio sozinho para carregar uma cama Box de viúva...), trouxe um monte de coisas mesmo morrendo de dor nas costas e ainda aturou minha mãe.
PAUSA ESPECIAL: eu amo a minha mãe, mas ela é muito difícil. Ao chegar no apê ela rapidamente encontrou meia dúzia de defeitos (tacos mal conservados, barulho do avião, isolamento, casa de máquinas, entre outros) e reclamou de diversas outras coisas. Não foi de muita ajuda, mas ela queria participar. Isso, no processo cansativo e estressante de mudança, pode ser garantia de homicídio. Mas graças a Deus, estamos todos vivos. CONTINUANDO.
Marcelo e minha mãe estavam preocupadíssimos com o fato de agora eu estar sozinha. Marcelo disse mais de uma vez: “é difícil viver com a certeza de que ninguém vai abrir a porta”. Sei lá, eu sempre vivia me preocupando com esse momento antes, porque sabia que a chegada de alguém acabaria com meu sossego e minha privacidade. Se fosse antes, na casa das quatro mulheres, talvez eu estranhasse mais essa solidão. Agora eu apenas quero muito isso.
A primeira noite só foi normal. Talvez eu tenha ficado impressionada pelos medos deles e tenha me sentido estranha. Mas estava tão cansada que não tive muito tempo de ficar pensando em nada. Antes das 21h eu estava dormindo já. E achando muito lindo ter um quarto tão espaçoso.
O resto da casa está uma bagunça absurda – coisa que me irrita deveras. Minhas roupas estão jogadas em uma mesa improvisada que peguei emprestada do corredor do prédio, em caixas, malas e sacolas. As coisas da cozinha estão no armário da pia. (A bagunça é um oferecimento Casas Bahia e da sua incompetência).
Mas não dá para perder muito tempo me irritando com isso – há muito a ser feito ainda. E também sem grandes afobações, pois o dinheiro está curto e agora eu também não posso ficar nessas de soluções paliativas, afinal tudo aqui dentro é meu e só meu – com exceção da TV, que é emprestada de um amigo...rs
Resumindo: morar sozinha é tão trabalhoso quanto divertido!
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